
Há muito tempo tento falar deste livro, começo a esboçar algumas coisas no rascunho, mas nada me agrada, ae deleto e começo de novo, escrever direto no computador me tira o peso da consciência de rasgar um papel e joga-lo fora. Parece que a história deste livro já começa quando você quer expressar o sentimento que ele transmite durante a leitura.
Estou falando de On the Road, escrito por Jack Kerouac, considerado por muitos um dos pais da geração beatnik, antecessora e que serviu de inspiração para aqueles que na década de 60 se tornaram hippies. Vale a pena procurar nas wikis da vida a respeito desta geração que viveu naquele Estados Unidos pós-guerra, sem rumo nem perspectiva. E é justamente este o gancho para o livro. Nele os personagens Sal Paradise e Dean Moriaty cruzam o país saindo de Nova York, pedindo carona ou muitas vezes viajando nos trens de carga. Neste percurso conhecem outros viajantes nas mesmas situações, vivendo com pouco dinheiro, fazendo pequenos furtos, trabalhos braçais e sobrevivendo. Muitos afirmam que Sal Paradise é o próprio Kerouac.
Todas essas aventuras eram regadas a muita bebida, drogas, sexo e Bebop, um gênero do jazz que fazia muito sucesso. As angustias, anseios e questionamentos do povo daquela época ainda se faz presente na nossa sociedade atual, desta forma, o leitor consegue se identificar muito mais fácil com o livro. Em uma busca rápida pelo google, consegui achar o mapa da rota que Sal percorreu durante os anos em que a história se passou, e para quem tem espirito aventureiro como eu, dá vontade de botar a mochila nas costas e seguir…On the Road!






